“Feche a porta, esqueça o barulho, feche os olhos, tome ar: é hora do mergulho”
É com essa frase que posso expressar o primeiro contato com a peça O SEGREDO DO LABIRINTO. Arrisco em dizer que esta possa ser diferente de tudo que os amigos possam ter assistido, e caso busque por algo diferente e fora do comum da maresia e chatice de encenações teatrais, levante o traseiro para queimar um pouquinho da massa cinzenta indo ao Teatro Ferreira Gullar, onde a peça é apresentada. E o que tem de especial? O texto que é assinado pelo escritor maranhense Lio Ribeiro, foi adaptado pelo ator Cláudio Marconcine, em um monólogo cirúrgico e provocativo. O conflito psicológico chega a ser perturbador, quando as manifestações do poder sobre um contra outro, chega ao ápice da loucura traduzida em solidão e escuridão, ao ponto em que você não sabe mais distinguir se seus olhos e ouvidos identifica um ou dois personagens. A grande sacada de Marconcine foi fazer do monólogo algo em que menos se espera deste expediente. O público literalmente se envolve no labirinto, indo para o palco com o ator. Vocês vão ficar em pé, descalços, sem meias, completamente no escuro... no começo, pensarão em rir, depois vem o medo, e uma grande vontade de sair daquele labirinto com cheiro de enxofre como o inferno. Exagero?! Tente você mesmo... O desconhecido ser negro... vai lhe oferecer um pedaço de pão, como uma hostil profanação, renegando as indiferenças humanas. O cenário faz lembrar o filme DogVille do diretor Lars Von Trier (Dançando no Escuro), e uma ou outra referencia do texto talvez remeta ao livro “A Revolução dos Bichos” de George Orwell, principalmente no que tange à classificação animal ao nosso ser, ainda que o texto adaptado nos faz associar mais com as moscas. Obviamente são impressões particulares, que necessariamente não tem nada a ver com a proposta, e como o “segredo” da peça é manifestar a indiferença, nada melhor que as divergências de opiniões.
“Esqueça a luz... respire o fundo, eu sou um déspota esclarecido nessa escura e profunda mediocracia”.
Olha só a carinha dele... Sempre sorrindo Tímido e gracioso Ah! meu ursinho dengoso...
À noite, mamãe me coloca na cama Me cobre direitinho e me dá um beijinho Diz: - Dorme com os anjos,filhinho!
Eu, queria dizer: - Você também! Mas não sei falar... Viro para o lado me encolho calado e abraço logo o meu Dengoso...
Já chorei, já berrei, já esperneei... Mamãe não me quer na cama dela Então... que jeito fazer para não sentir tanto a falta dela?
Do carinho gostoso, do abraço apertado? Seu olhar de amor Do cheirinho que ela tem?
Minha chupeta: não sei onde está minha fraldinha, puseram para lavar... Ainda bem que deixaram você para mim... Apagaram a luz, e você, Dengoso, fica sorrindo assim?
Não tenha medo de crescer, meu menino! Há 7 anos você nascia... era só uma idéia, um sonho, hoje você é este ser tão especial para nós. Tanta vida brota de ti, tanta alegria vem de ti para nós, tanta energia e tanta vontade de viver... Átila, meu filho, você é presente de Deus pra mim, é luz na minha vida e esperança de dias melhores no meu caminho!!! Obrigada por você estar aqui no nosso convívio... sinto-me honrada de ser sua mãe!!! Feliz aniversário, meu tesouro!!!